Cansei de ter seu dedo apontado para meu nariz,
dizendo-me coisas que não fazem sentido
Talvez eu tenha batido minha cabeça e perdido a memória,
pois não lembro dessas irrelevâncias que você tanto releva
Faça uma entrevista a todas as vítimas de meus ataques invisíveis
e talvez eu possa me convencer de meu terrorismo na sua tribo
Você me fez parecer um estranho perto dos outros,
pois realmente fez-me sentir culpado por alguma coisa
E agora minha mente está comprometida e tagarela,
pois relacionamentos metralham minha cabeça a toda hora
Ponha os inconformados em minha frente
e vamos ver quem aponta o dedo no final
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Imperceptível
A aparência está sempre escondendo a verdade
Mas você quer tirar a maquiagem do rosto
Você é um rebelde,
impondo-se ao que os olhos veem
Você não acha que está querendo demais?
Você sabe,
somos escravos do mundo que criamos
Podemos nevagar sobre todo o oceano,
mas nunca navegaremos sobre o metafísico
E naquela noite padrão (escura, como de costume)
você correu pela rua
Gritando e berrando pelo que tanto busca
Você nunca foi bom em esconde-esconde
e ele se escondeu nas sombras
Você nunca foi bom em pega-pega
e ele escapou feito dinheiro que cai da mão de um consumista
A verdade é tão feia assim?
Para exigir esse exagero de maquiagem
Para exigir esse exagero de imagem
Já a mentira é tão bonita, divertida e tentadora
Mas você quer tirar a maquiagem do rosto
Você é um rebelde,
impondo-se ao que os olhos veem
Você não acha que está querendo demais?
Você sabe,
somos escravos do mundo que criamos
Podemos nevagar sobre todo o oceano,
mas nunca navegaremos sobre o metafísico
E naquela noite padrão (escura, como de costume)
você correu pela rua
Gritando e berrando pelo que tanto busca
Você nunca foi bom em esconde-esconde
e ele se escondeu nas sombras
Você nunca foi bom em pega-pega
e ele escapou feito dinheiro que cai da mão de um consumista
A verdade é tão feia assim?
Para exigir esse exagero de maquiagem
Para exigir esse exagero de imagem
Já a mentira é tão bonita, divertida e tentadora
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Tudo que alguém gostaria de ter
Milhares de seguidores,
não adianta me questionar.
Castelos e mais castelos,
terras e mais terras que eu não poderia sequer imaginá-las.
Seu prato é de ouro
e seus talheres são de cristal.
Você sempre vem com o discurso que nossos reinos são iguais.
Você sempre vem com seu sorriso irritante de quem não quer mais algo.
Não me faça rir.
Três ou quatro seguidores,
não lembro, acho que Juvêncio morreu na semana passada.
Meu castelo é de feno,
em uma terra minúscula.
Meu prato é de barro
e meus talheres alguém roubou.
Você sempre se dará bem onde quer que você esteja.
Seu sorriso é o sorriso de todo mundo, menos o meu.
Você acha que me faz rir quando estou perto de você,
não faz.
Deus não lhe concedeu recursos fantásticos,
então por quê?
Crescemos com os mesmos recursos,
então por quê?
Meu reino, eu queimei várias vezes.
Meus seguidores, eles fogem com medo de minha loucura compulsiva.
Meu calabouço, o único que já entrou lá fui eu.
Não venha me oferecer a mão ou eu a entorto.
Não venha me oferecer abrigo ou eu o queimo.
Não venha me oferecer presentes ou eu os quebro.
Não venha me oferecer prazer ou eu recuso.
Não venha me oferecer lições de vida ou eu me transformo.
Não venha tentar me fazer sorrir mais.
não adianta me questionar.
Castelos e mais castelos,
terras e mais terras que eu não poderia sequer imaginá-las.
Seu prato é de ouro
e seus talheres são de cristal.
Você sempre vem com o discurso que nossos reinos são iguais.
Você sempre vem com seu sorriso irritante de quem não quer mais algo.
Não me faça rir.
Três ou quatro seguidores,
não lembro, acho que Juvêncio morreu na semana passada.
Meu castelo é de feno,
em uma terra minúscula.
Meu prato é de barro
e meus talheres alguém roubou.
Você sempre se dará bem onde quer que você esteja.
Seu sorriso é o sorriso de todo mundo, menos o meu.
Você acha que me faz rir quando estou perto de você,
não faz.
Deus não lhe concedeu recursos fantásticos,
então por quê?
Crescemos com os mesmos recursos,
então por quê?
Meu reino, eu queimei várias vezes.
Meus seguidores, eles fogem com medo de minha loucura compulsiva.
Meu calabouço, o único que já entrou lá fui eu.
Não venha me oferecer a mão ou eu a entorto.
Não venha me oferecer abrigo ou eu o queimo.
Não venha me oferecer presentes ou eu os quebro.
Não venha me oferecer prazer ou eu recuso.
Não venha me oferecer lições de vida ou eu me transformo.
Não venha tentar me fazer sorrir mais.
sábado, 8 de outubro de 2011
Ritual
Ele não sabe, mas ele é só mais um dos 1000
que eu acusei de ter roubado meu coração
Ele não sabe, mas ele é só mais um dos 999
que eu me equivoquei ao dizer que era minha paixão
Sim, eu sei: quartzo rosa não falta na dispensa
E, sim, também sei: estou tentando produzir sentimentos em vão
Todos sabem que sou só mais um dos muitos solitários
que antes de dormir arquiteta histórias de amor
Histórias bonitas, impráticas e surreais,
que para os outros não tem algum valor
Sim, eu sei: horóscopos não faltam nas revistas
E, sim, também sei: estou fodendo com meu senso de lógica
que eu acusei de ter roubado meu coração
Ele não sabe, mas ele é só mais um dos 999
que eu me equivoquei ao dizer que era minha paixão
Sim, eu sei: quartzo rosa não falta na dispensa
E, sim, também sei: estou tentando produzir sentimentos em vão
Todos sabem que sou só mais um dos muitos solitários
que antes de dormir arquiteta histórias de amor
Histórias bonitas, impráticas e surreais,
que para os outros não tem algum valor
Sim, eu sei: horóscopos não faltam nas revistas
E, sim, também sei: estou fodendo com meu senso de lógica
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